Governo paga R$ 50 mil mensais a assessores de Lula mesmo após prisão, diz jornal

Há quase um ano, o governo federal desembolsa cerca de R$ 50 mil mensais em salários para custear a assessoria e a segurança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo com ele preso em Curitiba desde abril de 2018. O Ministério Público defende a redução dos benefícios após a prisão de Lula. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Lula possui direito vitalício a quatro seguranças, dois motoristas, dois carros oficiais e dois assessores. Outros cinco ex-presidentes vivos possuem os mesmos benefícios. O pagamento continua mesmo com Lula preso na sede da Polícia Federal desde abril do ano passado, mesmo ele saindo do local apenas duas vezes desde então, diz o MSN.

Os oito servidores, sendo sete militares, ainda recebem remuneração extra por conta da função comissionada. Eles foram escolhidos pelo próprio Lula e integram sua equipe desde a época em que o petista era presidente da República, segundo a publicação. Eles trabalham, atualmente, 40 horas por semana, mas não atuam na segurança de Lula, que está sob responsabilidade da Polícia Federal.

O benefício de Lula chegou a ser cassado um mês após sua prisão, em maio de 2018, mas a defesa do ex-presidente recorreu e ainda não há uma decisão sobre o assunto. Na época, uma liminar foi expedida por um juiz federal de Campinas. O Ministério Público Federal também já solicitou a revisão do benefício.

“Submetido que ele está a um regime especial de custódia e vigilância, não há sentido em proporcionar-lhe segurança e apoio extraordinário que somente a vida em liberdade justificaria”, afirmou Walter Rothenburg, procurador regional do MPF, em seu parecer. O direito a dois assessores, no entender do procurador, é justificável.

25/03/2019


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