d12dd976bedbdaf2475b63c69ddea326Muita gente tem o costume de abrir uma garrafa de vinho após um longo dia de trabalho. Além de um banho quente, nada nos relaxa tanto quanto uma boa taça de vinho.

Mas aparentemente, o vinho não é tão apaziguador como parece, devido à forma como ele afeta nosso cérebro.

A única coisa que ele faz é nos levar a beber mais e mais para nos sentir melhor.

Um estudo realizado pela University of Pennsylvania estudou os efeitos da bebida em condições de estresse, examinando a química no cérebro de ratos.

Os pesquisadores estressaram os ratos e lhe deram uma mistura de água, açúcar e etanol, o que é essencialmente uma bebida alcoólica, após um período de 15 horas, registrando o quanto eles bebiam.

Os ratos estressados beberam muito mais da mistura do que aqueles que não estavam estressados. Eles também continuaram com o hábito durante semanas.

As conclusões dos cientistas, publicadas na Neuron, mostram que os ratos expostos a condições de estresse tinham uma resposta mais fraca à dopamina induzida pelo álcool e bebiam mais do que os ratos não estressados.

Em outras palavras, o estresse diminuiu a sensação de prazer natural do cérebro durante o consumo de bebidas alcoólicas, impedindo a ativação dos sistemas de recompensa.

O resultado é um consumo exagerado.

Mas não é só isso. Os cientistas descobriram que a exposição ao álcool pode mudar o sistema de recompensa dos ratos. Os neurônios que normalmente impediriam o consumo elevado passariam a instigá-lo.

Quando os ratos receberam um químico que reduzia os efeitos do estresse, eles passaram a beber menos novamente.

Isso pode não ser uma grande surpresa afinal. Depois de um dia horroroso, algumas pessoas apelam para o álcool e no final só se sentem ainda mais tristes, e bêbadas.

Mas as descobertas podem ser muito úteis para o tratamento de distúrbios pós traumáticos:

“Essa linha de pesquisa tem implicações para as pessoas que sofrem de distúrbios pós traumáticos, que têm um risco aumentado de abuso de álcool e drogas”, disse John Dani, PhD, do departamento de neurociência da University of Pennsylvania.

Agora a equipe está tentando descobrir como ajustar nosso sistema de recompensa para nos impedir de exagerar na bebida.

 

Yahoo

07/12/2016

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