Ação da PF liga avião de Eduardo Campos a lavagem de dinheiro

Esquema de lavagem de dinheiro envolveria empresa ligada ao avião que transportava o candidato à presidência da República Eduardo Campos.

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A Polícia Federal faz uma operação na manhã desta terça-feira (21) após desvendar um esquema de lavagem de dinheiro que envolve uma empresa ligada ao avião que transportava o governador e candidato à presidência da República Eduardo Campos, o avião que caiu e matou o candidato.

As investigações são relacionadas a empresas suspeitas que participaram da compra desse avião com que houve o acidente que matou o ex-governador de Pernambuco e ex-candidato a presidente Eduardo Campos.

Segundo as investigações, essas empresas fizeram movimentações atípicas e podem ter lavado R$ 600 milhões em dinheiro desde 2010.

De acordo com essas investigações, há suspeitas de que esse dinheiro possa ter abastecido também, de forma ilegal, o chamado caixa 2, campanhas desde 2010, e possa ter servido, ainda, para pagamentos de políticos.

A Polícia Federal está, desde o início da madrugada, cumprindo esses mandados judiciais relacionados à chamada Operação Turbulência, que é feita em 16 cidades de Pernambuco.

Essa operação investiga essas movimentações suspeitas dessas empresas que compraram o avião do acidente aéreo de Eduardo Campos, fizeram movimentações com empresas inclusive investigada pela Lava Jato e também podem ter pago políticos e o esquema ilegal de campanha de caixa 2.

Os números são os seguintes: 200 policiais federais, 60 mandados judiciais que estão sendo cumpridos em Pernambuco, cinco prisões preventivas e 22 conduções coercitivas, em que a pessoa é levada para dar esclarecimentos na Polícia Federal. Há também o sequestro de bens, como barcos e aeronaves dessas pessoas investigadas na Operação Turbulência.

E a Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (21) os suspeitos do esquema de lavagem de dinheiro que envolve uma empresa ligada ao avião que transportava o ex-governador de Pernambuco e candidato a presidência da República Eduardo Campos e caiu, coisa de muitos milhões de reais em dinheiro lavado.

A lista dos nomes com prisão preventiva – que não tem prazo – já efetuada é a seguinte:
Apolo Santana Vieira, João Carlos Lyra Pessoa de Mello. Eduardo Freire Bezerra Leite e Arthur Roberto Lapa Rosal.

Os empresários Apolo Vieira e João Carlos Lyra são apontados com donos, como envolvidos com a propriedade do avião envolvido no acidente com Eduardo Campos em agosto de 2014.

Os empresários Eduardo Leite e Arthur Rosal são aqueles que teriam financiado parte da compra do avião.

A Polícia Federal, nessa Operação Turbulência, refez o caminho do dinheiro e descobriu que há vária empresas envolvidas na compra desse avião e que há a suspeita de lavagem de R$ 600 milhões. E que, a partir desse dinheiro desviado, haveria também suspeita de pagamento de propina a políticos e ainda que o dinheiro pode ter abastecido um esquema de caixa 2 de empreiteiras, ou seja, um esquema em que as construtoras teriam financiado pagamentos ilegais de campanhas eleitoras.

Esse esquema, investigado pela Operação Turbulência, segundo a Polícia Federal, ocorria desde 2010 e envolve empresas que atuavam em Pernambuco e em Goiás.

São 60 mandados judiciais e cinco prisões preventivas. O Bom Dia Brasil já divulgou os nomes de quatro detidos, mas a Polícia Federal ainda busca cumprir um quinto mandado de prisão.

A Polícia Federal também está apreendendo barcos, navios e helicópteros relacionados a essa grande operação criminosa que levou corporação a refazer o caminho do dinheiro envolvido no financiamento e na compra desse avião do acidente de Eduardo Campos em agosto de 2014.

Dois dos quatro detidos na Operação Turbulência foram presos em São Paulo: os empresários João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho e Eduardo Freire Bezerra Leite.
Na manhã desta terça-feira (21) os dois estavam sendo levados para Recife para prestar depoimento na Polícia Federal e depois serão encaminhados para um presídio.

Outros dois empresários foram presos no Recife: Apolo Santana Vieira e Arthur Roberto Lapa Rosal.  Um quinto empresário é considerado foragido. Paulo César de Barros Morato não foi encontrado pelos policiais federais.

São 200 policiais federais que cumprem 33 mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva.

A operação acontece em 16 cidade pernambucanas e também no estado de Goiás, onde três mandados de busca e apreensão e dois mandados de condução coercitiva também estão sendo cumpridos na manhã desta terça-feira (21).

Todas essas pessoas estão sendo investigadas pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.

Site: g1.globo