Audiência deve ouvir depoimentos de réus da Taturana na quarta-feira (7)

Serão ouvidos deputados, ex-deputados e testemunhas de defesa.
Processo está na fase de instrução.

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A audiência para ouvir os depoimentos dos acusados em um dos processos da Operação Taturana, desencadeada em 2007 e teve como alvo deputados estaduais suspeitos de desvios de mais de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa, será retomada nesta quarta-feira (7), no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL).

O processo está na fase de instrução e os réus Antônio Albuquerque, Edval Gaia Nelito Gomes, Maurício Tavares, Cícero Ferro e Cícero Amélio devem ser ouvidos nesta quarta, além de três testemunhas de defesa de Albuquerque. Os réus possuem o direito de não depor, como consta no artigo 5º da Constituição Federal.

A audiência será conduzida pelos juízes Helestron Costa e Joyce Araújo, integrantes do Núcleo de Improbidade Administrativa do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), com início previsto para às 9h.

Essa será a terceira audiência do processo. Para os depoimentos no geral, foram convocadas 27 testemunhas de acusação e onze de defesa.

Condenação
A Operação Taturana foi desencadeada em 2007 e tinha como alvo deputados estaduais suspeitos de desvios de mais de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa. Segundo o TJ, a audiência desta manhã não faz parte do processo em que já houve condenação dos réus por participação no esquema.

No mês passado, dia 28, o TJ manteve a condenação do Banco Rural e de nove políticos. A decisão cabe recurso. Dos réus condenados em 2ª instância, apenas João Beltrão (PRTB) ainda é deputado estadual, mas está de licença médica.

Os demais são os deputados federais Paulo Fernando dos Santos (o Paulão, do PT), Arthur César Pereira de Lira (o Arthur Lira, do PP) e Cicero Almeida (PMDB), e os ex-deputados Manoel Gomes de Barros Filho (o Nelito Gomes), José Adalberto Cavalcante Silva, Celso Luiz Tenório Brandão, Maria José Viana, Cícero Amélio da Silva, além do Banco Rural.

Eles ainda vão ter que ressarcir os cofres públicos.

Os políticos não irão perder os cargos ou se tornar inelegíveis imediatamente porque ainda há a possibilidade de recorrerem da decisão.

g1

06/12/2016

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