Audiência para ouvir réus da Taturana prossegue no dia 7 de dezembro

Sequência da audiência vai ouvir deputados e ex-deputados.
TJ manteve a condenação dos reús na última segunda-feira (28).

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Após ser retomada na manhã desta quarta-feira (30), a audiência do caso “Taturanas” que deve ouvir seis réus – os deputados Antônio Albuquerque, Cícero Ferro, Nelito Gomes de Barros, Edval Gaia, Maurício Tavares e Cícero Amélio – vai prosseguir no dia 7 de dezembro, às 9 horas, no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL).

Audiência
Nesta quarta foram ouvidos testemunhas do Ministério Público e de defesa dos reús dos acusados em um dos processos da Operação Taturana, desencadeada em 2007, que teve como alvo deputados estaduais suspeitos de desvios de mais de R$ 300 milhões da Assembleia Legislativa.

O processo está na fase de instrução e os réus Antônio Albuquerque, Edval Gaia Nelito Gomes, Maurício Tavares, Cícero Ferro e Cícero Amélio deveriam ter sido ouvidos no último dia 16, mas os depoimentos deles foram adiados.

Na primeira audiência, foram ouvidas 16 testemunhas arroladas pelo Ministério Público.

O caso é resultado da operação Taturana, mas este processo específico ainda não chegou na fase de julgamento Para os depoimentos, foram convocadas 27 testemunhas de acusação e onze de defesa.

Condenação
Na última segunda-feira (28), o TJ manteve a condenação do Banco Rural e de nove políticos. A decisão cabe recurso.

Dos réus condenados em 2ª instância, apenas João Beltrão (PRTB) ainda é deputado estadual, mas está de licença médica.

Os demais são os deputados federais Paulo Fernando dos Santos (o Paulão, do PT), Arthur César Pereira de Lira (o Arthur Lira, do PP) e Cicero Almeida (PMDB), e os ex-deputados Manoel Gomes de Barros Filho (o Nelito Gomes), José Adalberto Cavalcante Silva, Celso Luiz Tenório Brandão, Maria José Viana, Cícero Amélio da Silva, além do Banco Rural.

Eles ainda vão ter que ressarcir os cofres públicos.

Os políticos não irão perder os cargos ou se tornar inelegíveis imediantamente porque ainda há a possibilidade de recorrerem da decisão.

Operação Taturana
A Operação Taturana foi desencadeada em 2007 e tinha como alvo deputados estaduais suspeitos de desvios milionários da Assembleia Legislativa (ALE). Segundo as investigações, os acusados contraíram empréstimos pessoais fraudulentos junto ao Banco Rural S/A, que eram pagos com cheques da ALE.

g1

01/12/2016

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