Cárcere privado termina após 17 horas em Charqueadas, no RS

Detento do semiaberto pedia transferência de presídio por causa de dívida. Criança foi libertada na tarde de terça e mulher já na madrugada de quarta.

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O cárcere privado de uma família da cidade de Charqueadas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, terminou por volta das 3h55 desta quarta-feira (7), após cerca de 17 horas, com a liberação da última refém. Uma mulher, de 36 anos, e a filha, de 5, foram surpreendidas por um detento do semiaberto por volta das 10h45 de terça-feira (6).

O detento identificado como Paulo César dos Santos Vieira, de 31 anos, cumpria pena por homicídio e roubo, mas também tinha passagem por estupro, o que preocupava a Brigada Militar, uma vez que ele ficou sozinho com a mulher na casa após a liberação da criança por volta das 15h de terça. Ele tinha sido condenado a 48 anos de prisão, e tinha recebido a progressão de pena para o regime semiaberto após 12 anos e realizava serviços comunitários.

A dona da casa invadida, Rita Mara Santos,  tinha saído de casa para ir ao mercado com a filha. Quando as duas voltaram foram rendidas pelo homem que estava escondido dentro da residência. Parentes que moram próximo avisaram a polícia. Quarenta policiais foram mobilizados para a operação.

O fornecimento de água e luz foi cortado, e a criança só foi liberada após a polícia entregar água e cigarros.  Ele havia prometido se entregar às 18h, mas não cumpriu o combinado. Enquanto isso, o marido da mulher aguardava apreensivo, do lado de fora após ter sido avisado pela polícia sobre o sequestro.

Paulo César alegava que tinha uma dívida de R$ 30 mil e que precisava ser transferido da Penitenciária Estadual do Jacuí (PEJ). No entanto, a polícia desconfia que pelo fato do criminoso não ter relação com a família mantida em cárcere privado, a motivação poderia estar relacionada com alguma outra atividade criminosa, uma vez que ele mantinha contato por celular com outras pessoas durante o tempo em que ficou na casa.

Segundo o coronel da Brigada Militar Paulo Ricardo Quadros, o criminoso estava nervoso e mantinha a vítima com uma faca no pescoço. A polícia diz que ele não fazia exigências. Apenas pedia que fosse  encaminhado para outro presídio.

g1

07/12/2016

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