Chineses que viviam como escravos, segundo fiscais, são resgatados

Eles não tinham carteira assinada e moravam num espaço improvisado. Dono do pastelaria foi multado e obrigado a indenizar estrangeiros.

escravo

Um casal de chineses que trabalhava em condição análoga à escravidão numa pastelaria no Rio de Janeiro, segundo o Ministério do Trabalho, foi resgatado pela equipe de Fiscalização da Superintendência Regional do Trabalho no estado, durante operação realizada em conjunto com o Grupo Especial de Fiscalização Móvel.

O casal, que teria chegado ao Brasil em 2011, trabalhava sem vínculo empregatício desde o ano seguinte e morava no andar de cima do estabelecimento, em espaço improvisado e insalubre. Nunca tiveram a carteira de trabalho assinada e, de acordo com relatos de vizinhos, sempre moraram no local. Sem falar ou compreender bem o português, precisaram de um intérprete de mandarim para prestar depoimento.

O auditor fiscal do trabalho Alexandre Lyra, que esteve no local, relata que o andar de cima da pastelaria, usado como moradia, não tem condições para ser habitado. “O pé direito é baixo, não há janelas, as paredes estão mofadas, não existem condições de higiene, as instalações elétricas são precárias e há risco de desabamento”, disse.

Após o resgate, os estrangeiros receberam todas as verbas rescisórias referentes ao tempo em que trabalharam na pastelaria e foram encaminhados aos programas sociais do Governo Federal. O proprietário da lanchonete foi multado.

g1.globo.com

15/07/16