Com tombo do mercado chinês, dólar supera R$ 4 e bolsa cai 2,68%

Mercado sentiu o baque de mais um tombo das bolsas chinesas

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Investidor olha placar da bolsa chinesa.

O noticiário negativo vindo da China, somado às preocupações com a economia brasileira, fez o dólar voltar a superar os R$ 4,00 neste primeiro dia útil de 2016. A moeda americana à vista terminou a sessão desta segunda-feira (4) cotada aos R$ 4,0344, em alta de 1,88%, em sintonia com o avanço do dólar ante praticamente todas as demais divisas no exterior.

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma queda de 2,68%, apesar de uma pequena alta nos papéis da Petrobras (1,79% para os papéis PN).

A China deu o tom da busca de dólares desde o início do dia. Isso porque pesquisa da Caixin Media e da Markit indicou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China recuou para 48,2 em dezembro, de 48,6 em novembro. Foi o décimo mês consecutivo de leitura abaixo da marca de 50,0, o que indica contração da atividade.

Além disso, está próximo o fim da proibição de vendas de ações por grandes investidores e do impedimento de venda de ações a descoberto na China. Para alguns profissionais, isso abriu espaço para uma antecipação de vendas de papéis hoje, o que fez as bolsas chinesas despencarem e espalhou um movimento de aversão para outros mercados, entre eles os de moedas.

Não bastasse isso, o Brasil segue com seus problemas. Profissionais voltaram a demonstrar cautela com as mudanças mais recentes na equipe econômica, com a substituição de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda.

Durante a tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) informou que em 2015 o saldo comercial foi positivo em US$ 19,681 bilhões. Foi o melhor resultado do ano desde 2011, quando o saldo foi de US$ 29,793 bilhões, conforme tabela atualizada pelo ministério.

O problema é que o resultado de 2015 foi obtido às custas de um redução forte das importações e também das exportações, que tiveram os piores números anuais desde 2009 (em dólares).

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