Dependentes químicos exercitam o corpo e a mente na luta contra as drogas

Atividades físicas, aliadas ao acompanhamento psicológico, promovem saúde física e mental dos acolhidos

Trabalho é executado de forma voluntária pela fisioterapeuta e educadora física Shirley Melo e seu esposo, o psicólogo Cézar Melo.
Trabalho é executado de forma voluntária pela fisioterapeuta e educadora física Shirley Melo e seu esposo, o psicólogo Cézar Melo.

A paradisíaca praia de Carro Quebrado, situada no município de Barra de Santo Antônio, litoral Norte de Alagoas, foi o cenário usado para os exercícios físicos e terapêuticos da comunidade acolhedora Coração Misericordioso, credenciada pelo Governo de Alagoas, por meio da Secretaria de Estado de Prevenção à Violência (Seprev).

Dezessete dependentes que estão acolhidos voluntariamente na comunidade foram submetidos à prática de atividade física aliada à psicologia. Primeiro, os acolhidos assistiram a um filme, cuja temática abordou a importância da força de vontade, da partilha e da persistência para alcançar sonhos e objetivos de vida.

O intuito da ação é promover a saúde física e mental, ajudando o dependente a entrar em contato com seu “eu”, a tomar consciência de suas capacidades e a exercitar o autocontrole, além de treinar a concentração, para ampará-los no direcionamento de um novo modo de vida.

O trabalho é executado de quinze em quinze dias, de forma voluntária, pela fisioterapeuta e educadora física Shirley Melo e seu esposo, o psicólogo Cézar Melo. De acordo com Shirley, a atividade foi elaborada seguindo a lógica do filme para potencializar o aprendizado.

“As atividades físicas foram preparadas de forma lúdica para despertar emoções e valores que impulsionem suas mentes para que não desistam de lutar. Eles se doaram aos trabalhos e o resultado foi excelente”, contou a fisioterapeuta.

Segundo o presidente da comunidade, Emerson França, a iniciativa é muito importante para o tratamento, porque ajuda o dependente suprir a falta da droga. “A atividade física gera prazer e bem-estar. Isso ajuda o acolhido a se manter sóbrio e com a mente voltada para o recomeço de um novo caminho. Agradecemos muito por termos profissionais tão competentes que se dedicam a recuperar vidas”, enfatiza.

Daniel Dabasi – Agência Alagoas.