Educação propicia um futuro melhor aos reeducandos do Presídio do Agreste

Aulas são ofertadas para 240 apenados, em dois turnos; assuntos abordados são iguais aos das demais unidades de ensino

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240 internos estão regularmente matriculados e assistem aulas do primeiro e segundo segmentos do Ensino Fundamental.Foto: Jorge Santos

Transformar vidas através do acesso ao conhecimento. Essa missão tem sido levada a sério pelos servidores penitenciários que trabalham no Presídio do Agreste, em Girau do Ponciano, a 151 quilômetros da capital alagoana. Atualmente, 240 internos estão regularmente matriculados e assistem aulas do primeiro e segundo segmentos do Ensino Fundamental, entre segunda e sexta-feira, naquela unidade. Os alunos têm direito a remissão em um dia na pena a cada três dias estudando.

 

Uma equipe de oito professores ministra as aulas em doze salas, cada uma com vinte alunos, em dois turnos. O instrutor do primeiro segmento Maxsuel dos Santos, que conduz aulas do módulo B, lembra que os assuntos abordados no presídio não diferem das temáticas abordadas lá fora.

 

“O que muda é apenas a metodologia de ensino, mas as disciplinas ofertadas são as mesmas. A ideia é inserir o apenado na sociedade a partir da educação”, confirmou o instrutor.

 

O chefe do Presídio do Agreste, Rodrigo Lima e Silva, lembra que todas as disciplinas básicas são ofertadas.

 

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“Em 2014, firmamos uma parceria com a Prefeitura de Girau do Ponciano para ceder o material didático. Além disso, nossos internos recebem acompanhamento pedagógico da Escola Municipal de Educação Básica Luciano Alves da Silva. Iniciamos o ano letivo em março e iremos seguir o cronograma para concluí-lo em dezembro deste ano”, afirmou o gestor.

 

Inaugurado em novembro de 2013, o Presídio do Agreste é administrado por um modelo de co-gestão entre a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e a Reviver Administração Prisional Privada Ltda.

 

Atualmente, a unidade conta com 769 reeducandos. Além das aulas, são ofertadas oportunidades de trabalho em várias oficinas, como: serigrafia, costura, cozinha, lavanderia e padaria.

 Victor Costa – Agencia Alagoas