Escola faz culto ecumênico uma semana após a morte de Maria Eduarda

Menina de 13 anos foi baleada dentro da escola. Apesar da cerimônia, aulas só voltam na próxima segunda-feira (10).

Uma semana após a morte da menina Maria Eduarda, de 13 anos, a comunidade escolar e a Secretaria Municipal de Educaçao farão um culto ecumênico, na manhã desta quinta-feira (6), para reabrir a Escola Municipal Daniel Piza.

O colégio ficou fechado duranye esse período e, paesar da cerimônia, as aulas só voltam na próxima segunda-feira (10). De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, alguns jogadores de basquete do Flamengo vão participar da cerimônia em homenagem à Maria Eduarda que era fã do time e tinha o sonho de ser jogadora de basquete.

Perícia aponta que um dos tiros partiu de PM

Peritos identificaram que ao menos um dos tiros que atingiram Maria Eduarda, estudante de 13 anos morta dentro da escola em Acari, partiu de um dos dois PMs que foram presos na sexta-feira (31). A informação foi dada com exclusividade pela GloboNews, nesta quarta-feira (5).

Peritos já haviam concluído que a cápsula era de um fuzil 7.62, usado tanto por traficantes (fuzis AK.47) como pela PM (FAL, o fuzil automático leve).

Para identificar a autoria, a perícia confrontou um projétil retirado do corpo com o das armas apreendidas com os policiais militares e criminosos, que trocaram tiros naquela quinta-feira (30) ao lado da Escola Municipal Jornalista e Escritor Daniel Piza, onde Maria Eduarda estudava. A conclusão, segundo fontes ouvidas pela GloboNews, foi a de que o tiro saiu da arma de um dos policiais.

A prisão dos PMs ocorreu após a divulgação de um vídeo no qual aparecem atirando em dois homens caídos no chão próximo à escola onde Maria Eduarda foi morta.

A Divisão de Homicídios continua fazendo confrontos balísticos para concluir a investigação da morte da estudante e divulgar oficialmente o laudo.

Cinco lesões

No corpo de Maria Eduarda havia cinco lesões – e não quatro, como foi divulgado anteriormente. Foram duas no lado direito do pescoço, perto da orelha (a causa da morte, segundo o laudo); duas nas nádegas, que podem ter sido causados por um único disparo; e outra na coxa esquerda.

Nesta quarta, os pais de Maria Eduarda prestaram depoimento na Divisão de Homicídios. A mãe dela, Rosilene Alves Ferreira, de 53 anos, falou sobre o momento em que a filha foi baleada.

g1

06/04/2017

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