Ex-diretor do FBI rejeita convite para depôr no Senado americano

Ex-diretor do FBI rejeita convite para depôr no Senado americano

O senador Mark Warner, principal democrata do Comitê de Inteligência do Senado, disse nesta sexta-feira que o ex-diretor do FBI, James Comey, recusou um convite para prestar depoimento junto ao comitê na próxima semana.

— Sim, uma das coisas que fizemos foi ter convidado Comey para depôr na próxima terça. Ele não vai vir, mas esperamos que em um futuro não muito distante vamos encontrar tempo para ele vir e falar com nossa comissão — disse Warmer, em uma entrevista à rede MSNBC, segundo o Extra.

Toda a confusão começou na terça-feira, quando o presidente Donald Trump demitiu Comey do FBI (a polícia federal americana). Segundo veículos de imprensa dos EUA, o ex-diretor estava fazendo um pronunciamento para agentes do FBI em Los Angeles, e teria descoberto a demissão quando as TVs no local começaram a falar de sua saída, segundo fontes internas, e depois recebido uma notificação. As pessoas no local ficaram chocadas, segundo as fontes.

A demissão veio após uma série de divergências com o governo por conta de uma investigação sobre a interferência russa nas eleições de 2016, além da controversa condução de um inquérito sobre o uso de comunicações oficiais da candidata derrotada Hillary Clinton. O presidente alegou que o diretor não estava apto a liderar efetivamente a polícia federal.

Atráves das redes sociais, Trump advertiu Comey a não vazar as conversas entre os dois à imprensa. Mais uma vez, o republicano usou o Twitter para emitir declarações agressivas contra figuras de peso na cena política americana. A história torna ainda mais turbulento o seu governo, enquanto corre uma tensa investigação sobre a influência russa na corrida presidencial que o elegeu, com suspeitas de que Trump poderia ter sido favorecido pela manipulação de Moscou.

“James Comey, é melhor que não haja ‘gravações’ das nossas conversas antes que ele comece a vazar à imprensa!”, escreveu na rede social.

Nessa sexta, o mandatário disse que não cobrou lealdade do ex-diretor durante um jantar realizado em janeiro.

— Não, eu não fiz, mas não acho que seria uma pergunta ruim para se pedir. Lealdade ao país é importante. Quero dizer, depende de como você define a lealdade — disse Trump ao canal Fox News em uma entrevista que será veiculada no sábado.

Perguntado sobre sua insinuação em um tweet de que poderia haver gravações de suas conversas com Comey, Trump disse que eu não podia nem iria falar sobre o assunto.

— Tudo que eu quero é que o Comey seja honesto, eu espero e tenho certeza que ele será. Eu espero — finalizou o líder americano.

13/05/2017

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