HGE atende uma média de 90 alagoanos vítimas de apendicite por mês

Doença não possui fator de risco e pode ocorrer em qualquer pessoa e faixa etária

Jonata recebe o carinho da avó Giselda após cirurgia de apendicite: qualquer pessoa pode desenvolver a doença, em qualquer faixa etária.
Jonata recebe o carinho da avó Giselda após cirurgia de apendicite: qualquer pessoa pode desenvolver a doença, em qualquer faixa etária.

O adolescente Jonata dos Santos Nascimento, de 14 anos, foi o quinto caso de apendicite registrado no Hospital Geral do Estado (HGE) durante o plantão de 12h do cirurgião-geral Álvaro Bulhões, somente no dia 14 de junho deste ano. Segundo o médico, uma média de três casos por dia é registrada diariamente e todos recebem o tratamento cirúrgico.

O médico informa que a doença é a inflamação do apêndice vermiforme, uma pequena bolsa presa ao início do intestino grosso, causada por acúmulo de fezes, sementes, parasitas e até vírus.

“Qualquer pessoa pode desenvolver a doença, em qualquer faixa etária. Não existe uma forma de prevenção, nem fator de risco. Quando constatada, a apendicite pede intervenção cirúrgica. Caso não feita, o órgão pode romper e causar uma peritonite, perfuração na parede abdominal do intestino, o que pode acarretar uma infecção e esta se generalizar”, explicou Álvaro Bulhões.

Quem acompanhou Jonata Nascimento durante sua estadia no HGE foi sua avó Giselda dos Santos Nascimento, de 51 anos. Ela relatou que seu neto começou a sentir dores abdominais havia dois dias, procuraram uma unidade de saúde da sua cidade, no município de Paripueira, mas as dores não passaram.

“Ele estava em casa, no computador, quando começou a queixar-se das dores. Levei ao posto de saúde da minha cidade, onde foi medicado, mas não melhorou. Então o encaminharam para o HGE. Eu cheguei tem nem trinta minutos na área vermelha, mas ele já foi examinado e diagnosticado com a doença. Agora é esperar a recuperação da cirurgia para resgatar a rotina”, disse Giselda Nascimento.

Além das dores, Álvaro Bulhões ressalta que o portador da apendicite também sofre com febre, náuseas e vômitos. “Quando houver a suspeita da doença, deve-se levar o doente imediatamente ao hospital para ser submetido à apendicectomia, que é a intervenção cirúrgica destinada para a remoção do apêndice. Se tudo ocorrer conforme o esperado, em três dias o paciente tem alta médica”.

Thallysson Alves – Agência Alagoas.