Maceió tem protesto em defesa da Lava Jato e contra a corrupção

Manifestantes dizem que deputados deturparam texto original do projeto. Protesto acontece em frente ao antigo Alagoinha, na orla da Ponta Verde.

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Dezenas de manifestantes realizaram, neste domingo (4), um protesto contra as mudanças feitas por deputados federais no pacote de medidas de combate à corrupção propostas pelo Ministério Público Federal e em favor da Operação Lava Jato.

O protesto acontece na Praça Gogó da Ema, em frente ao antigo Clube Alagoinha, na orla da Ponta Verde. Cerca de 100 pessoas participam do ato, segundo a assessoria de comunicação da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis). A PM observa de longe o ato, mas não fez estimativa do número de participantes.

O texto original do projeto foi modificado pelos deputados, o que manifestantes não aceitam.

“Eles [deputados] deturparam o projeto original e converteram para benefício deles. Queremos o projeto como foi apresentado pelo Ministério Público”, disse Marcelo Tavares, um dos organizadores do protesto.

A comerciante Zaneti Galbiati conta que se uniu ao protesto porque não concorda com a maneira como o pacote foi aprovado. Ela levou um cartaz para demonstrar apoio à Operação Lava Jato. “Eles mudaram tudo. Uma palavra muda todo o contexto. Nós queremos que a proposta volte ao original”, disse.

Procuradores, juízes e promotores também estiveram no protesto. “Estamos aqui contra medidas legislativas que tendem reduzir ou dificultar o trabalho do Ministério Público e do Poder Judiciário”, disse o presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho, Sérgio Queiroz.

 Pacote anticorrpção

O texto original do projeto tinha dez medidas e foi apresentado pelo Ministério Público Federal com o apoio de mais de 2 milhões de assinaturas de cidadãos.

Uma das propostas mais polêmicas, o destaque apresentado pelo PDT cria a punição para juízes e membros do Ministério Público Federal por abuso de autoridade.

A proposição foi aprovada por 313 votos a favor, 132 contra e cinco abstenções

A emenda lista as situações em que juízes e promotores poderão ser processados, com pena de seis meses a dois anos de reclusão.

Entre as condutas que passariam a ser crime estariam a atuação dos magistrados com motivação político-partidária e a apresentação pelo MP de ação de improbidade administrativa contra agente público “de maneira temerária”.

Nesse caso, além de prisão, os promotores também estariam sujeitos a indenizar o denunciado por danos materiais e morais ou à imagem que tiver provocado.

g1

04/12/2016

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