Novo presidente da Lusa, Alexandre Barros realiza sonho de infância e promete time forte

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Depois de décadas cobrindo o dia a dia da Portuguesa, o radialista Alexandre Barros passará a ocupar o cargo de presidente do clube a partir de 1º de janeiro. Ele foi eleito na noite desta segunda-feira para comandar a Lusa pelos próximos três anos após conquistar 147 votos, contra 35 de Marco Antônio Teixeira Duarte. Em entrevista exclusiva ao Blog, Alexandre revelou seus planos para a formação do time, admitiu que o momento é preocupante, demonstrou entusiasmo com a possibilidade de venda de parte do terreno do Canindé e não prometeu acessos, mas sim a montagem de um time competitivo.

BLOG: Qual a sensação de virar presidente da Portuguesa?
ALEXANDRE BARROS: Ser presidente da Portuguesa era um projeto meu desde criança. Eu sempre dizia isso aos mais próximos. E essa chance vem no momento mais difícil da história do clube, com a Lusa na Série A-2 do Paulista e na Série D do Brasileiro.

Dá para garantir que a Portuguesa conseguirá acessos nos dois torneios?
Não posso prometer isso. O que eu garanto é que montarei um time competitivo.

Você só toma posse em 1º de janeiro, mas a Série A-2 já começa dias depois.
É por isso que já começo a trabalhar na quarta-feira, quando farei reuniões para definir o técnico e o gerente de futebol. A ideia é chegar no dia 2 de janeiro com pelo menos 20 jogadores que serão utilizados ao longo da temporada.

A Lusa tem apenas 18 atletas à disposição hoje. Você conta com quantos deles?
No máximo uma meia dúzia. Vários que estão lá não têm condição e não serão aproveitados.

Tem ideia de quem será o técnico?
Eu gostaria muito de ter o Geninho, que já renovou com o ABC, e o Ney da Mata, campeão da Série C com o Boa, mas que fechou com o Guarani. Agora, vou conversar com alguns nomes para definir essa questão e a do gerente de futebol.

Como montar uma equipe competitiva sem qualquer receita?
Vou ter a ajuda de parceiros e alguns abnegados. O Luís Iaúca, por exemplo. Ele, inclusive, está lá no Canindé neste momento comemorando nossa vitória. Já está definido que ele vai mandar no futebol, não necessariamente como vice-presidente de futebol, mas como um primeiro ministro.

Quais são seus objetivos como presidente?
Quero resolver a questão do Canindé, fazer uma equipe competitiva, separar os caixas do futebol e do clube… Não dá para manter as coisas juntas.

Você citou a questão do Canindé. A negociação com o Grupo Mendes para a cessão de parte do terreno em troca do pagamento de mais de R$ 150 milhões de dívida vai sair do papel?
Não dava para dizer antes, por causa da eleição, mas teremos uma ótima notícia nos próximos dias. Está muito bem encaminhado o acerto e acho que vai sair. O cara que está conduzindo todo esse processo é o Antônio Carlos Castanheira.

O quanto essa parceria muda a vida da Portuguesa?
Muda radicalmente. Será o fim dos bloqueios judiciais, do confisco das rendas e receitas, teremos uma verba de aproximadamente R$ 500 mil pela exploração comercial do local (o Canindé será derrubado para a construção de edifícios comerciais e um shopping. O clube social também passará a ser vertical e a Lusa ganhara um novo estádio, menor, para 15 mil pessoas).

Como pretende se dividir entre a função de presidente da Portuguesa e de dono de uma equipe de esportes de rádio?
Continuarei à frente da equipe, porque é de lá que virá meu ganha-pão, mas não participarei mais das transmissões dos jogos da Portuguesa.

É verdade que pretende disputar a Copa Paulista no segundo semestre?
É sim, participaremos da A-2, da Série D, da Copa do Brasil e da Copa Paulista, até porque o campeão garante vaga em uma eventual Série D no ano seguinte.

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