Paulinho Serra comemora personagem de destaque no ‘Vai Que Cola’

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Conhecido do público graças à criação de arquétipos do humor que caíram no gosto popular, como o Traficante Gay e o Repórter Chorão – que apresentou durante sua passagem pelo “Pânico na TV” –, Paulinho Serra agora faz parte integralmente do elenco do “Vai Que Cola”. O ator, que entrou no humorístico do Multishow no ano passado como o trocador de ônibus Zélio, comenta em entrevista ao Yahoo sobre o ritmo intenso do programa, exibido de segunda a sexta, às 22h30. “É um trabalho bem difícil e cansativo. As pessoas de casa acham que improvisamos pra caramba, mas é só na primeira passada, o resto é tudo decorado. Aqui é o momento no qual provamos que ator tem de trabalhar mesmo”, diz, entre o intervalo de uma gravação e outra.

Rodado no complexo do Riocentro, na zona oeste do Rio de Janeiro, cada episódio do “Vai Que Cola” é encenado em frente às câmeras no mínimo duas vezes – uma para testes, acerto de marcas, adaptação de texto etc. e outra final, com plateia –, em uma rotina de, no mínimo, oito horas diárias. A cada temporada, 40 capítulos são gravados. “Mas esses trabalhos são bem legais também para encontrar os amigos que não vejo há muito tempo”, diz o ator, citando Samantha Schmutz (Jéssica), com quem tem uma amizade há mais de 10 anos, e Marco Luque (Pasquale).

Paulinho participou da chamada época de ouro da MTV Brasil, onde a emissora foi uma das pioneiras em levar a comédia de standup para a TV. Na mesma geração, nomes como Tatá Werneck, Marcelo Adnet, Dani Calabresa e Bento Ribeiro também começaram a despontar em meio à grade do canal e, hoje, é seguro dizer que cada um conquistou seu próprio espaço no humor nacional. Ele, por sua vez, leva paralelamente ao “Vai Que Cola” o espetáculo solo “Paulinho Serra em Pedaços”, além de participações em longas-metragens. O show, que já rodou grande parte do país, é dirigido pelo próprio. “Meu espetáculo já está mais entranhado e decorado na minha cabeça. É uma peça que já pratico há mais tempo”, explica, comparando a rotina de turnê com as gravações do “Vai Que Cola”.

Irreverente e dono de um perfil humorístico próprio, Paulinho também foi um dos responsáveis pelo primeiro viral cômico nos primórdios do Youtube: o “Traficante Viado”, personagem que apresentava com o grupo DezNecessários e cujo primeiro vídeo, postado em 2008, já coleciona mais de 3 milhões de visualizações. Em tempos nos quais a internet se tornou terra de ninguém e a proliferação das redes sociais quebrou a parede entre público e “formadores de opinião”, o ator comenta a recente onda do politicamente correto no online. “Hoje, todo mundo quer falar. A pessoa tem um Facebook e acha que, escrevendo ali, está escrevendo para a capa de um jornal; que só porque ela pode falar, ela tem relevância”, avalia.

Com o tom analítico, Paulinho diz acreditar que os sintomas dessa nova geração não são grande novidade, mas que as ferramentas à sua disposição é que fizeram o panorama geral mudar: “Nós somos seres audiovisuais desde a pré-história, e isso só foi evoluindo. Mas hoje, além de ver, as pessoas querem participar, opinar, falar, estar lá, criar o conteúdo, ser um Youtuber. Acho que finalmente chegamos ao dia em que todos conseguem ter seus 15 minutos de fama”.

 

Yahoo

06/12/2016

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