Perícia diz que versão de Elize para disparo é incompatível

Perícia diz que versão de Elize para disparo é incompatível

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O perito Ricardo da Silva Salada afirmou que a versão apresentada por Elize Matsunaga para o momento do tiro contra o ex-marido Marcos Kitano Matsunaga, 42 anos, é incompatível com o ferimento produzido na vítima.

Elize está sendo julgada em São Paulo, desde segunda-feira, acusada de homicídio doloso triplamente qualificado: por motivo torpe, meio cruel e recursos que dificultaram a defesa da vítima.

Na versão apresentada por ela e que faz parte dos autos do processo, Elize teve uma discussão com Marcos enquanto comiam uma pizza em um sábado à noite, dia em que aconteceu o crime.

Elize contou que a discussão foi motivada pela descoberta de que Marcos estava se relacionando com outra mulher. Isso foi comprovado depois que ela contratou um detetive, que fez imagens de ambos, na saída de um restaurante, naquela semana.

Elize disse que no meio da discussão levou um tapa no rosto do marido. Nesse momento ela deixou a sala de jantar e pegou uma arma que estava guardada em uma gaveta.

Nervoso, Marcos teria ido atrás dela, fazendo ofensas verbais. Os dois se encontraram em um corredor de acesso ao apartamento, próximo à porta de entrada.

Na reconstituição, a perícia constatou que ela estava a uma distância de 1,93m de Marcos, segundo a versão apresentada por ela.

Porém, de acordo com a necropsia feita no corpo, o tiro teria sido disparado a menos de 50 cm. Isso porque há marcas de pólvora nas bordas do orifício encontrado na cabeça da vítima, o que só é possível por tiros a curta distância.

Na versão da perícia, Marcos teria deixado o apartamento para buscar uma pizza no térreo do prédio. E quando ele voltou, ela a esperava próximo à porta de entrada.

A perícia defende que o tiro foi dado de cima para baixo, apesar de Elize ser menor do que Marcos. Para que isso fosse possível, ele teria se abaixado para se defender.

O perito relatou ainda que depois do crime ela teria arrastado o corpo até um dos quartos da casa e que desta vez a versão apresentada por Elize era factível. Lá, ela teria esquartejado o corpo e posteriormente transportado a parte em três malas.

“Fizemos toda essa simulação e ela está de acordo com as provas encontradas. Inclusive os vestígios de sangue no trajeto que foi feito”, disse ele.

O perito foi a 10ª testemunha até agora ouvida no julgamento. Nesta quinta-feira será ouvido um outro perito e posteriormente nove testemunhas convocadas pela defesa de Elize.

terra

01/12/2016

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