Sesau alerta que é preciso cautela durante exposição ao sol

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Com o sol que faz o ano inteiro, independentemente de ser verão ou não, a praia é o local escolhido como lazer por centenas de pessoas nos fins de semana e feriados. Muitos tentam manter a pele bronzeada. As mulheres, em especial, são as que mais apostam nesse artifício. Mas nesse momento não se deve descuidar da saúde, pois o excesso de exposição solar pode afetar a pele, causando graves queimaduras.

Em décadas passadas as pessoas não tinham o hábito de usar protetor solar e apostavam em bronzeadores, óleos e outros produtos, se expondo a maior parte do tempo ao sol, em horários que não são recomendados, entre 10 e 15 horas. O excesso acarretava em queimaduras, desconfortos e outros problemas que surgiam tardiamente, como rugas, manchas e até mesmo câncer.

Para quem não abre mão de manter o bronzeado, vai um alerta da dermatologista Cleide Vieira, que não aconselha a exposição solar sem o uso do protetor. O produto atualmente é um item indispensável não só para os que vão à praia, mas, também, no dia a dia.

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“Os bronzeadores são um perigo para pele e não devem ser usados. Quem quer ter um bronzeado saudável deve usar protetor solar 30, antes das 9 horas e depois das 15 horas. E o bronzeamento deve ser de forma gradativa, sempre procurando locais com sombra, uso de chapéu e não esquecer de colocar o protetor após o banho de mar ou de piscina”, disse a médica.

Mas não é só no sol que muitos procuram manter o bronzeamento da pele, têm os que fazem artificialmente, através das câmaras. Há uma diferença entre tomar sol e a exposição nas câmaras de radiação artificial. A luz do sol é composta por radiação e ondas, entre estes os raios ultravioleta (UV) e infravermelho (IR), que causam efeitos significativos na pele.

A médica explica que é necessário ficar atento em relação a essa radiação. Raios ultravioletas atravessam a epiderme e atingem as camadas mais profundas da pele. Porém a exposição contínua pode provocar alterações irreversíveis nas fibras do colágeno, acelerando o envelhecimento precoce e podendo causar o aparecimento de câncer de pele. O ultravioleta B deixa a pele muito vermelha, é responsável pela queimadura solar, bronzeia pouco e pode acarretar em destruição celular e, a longo prazo, pode favorecer o espessamento provocando lesões que podem evoluir para um câncer.

Quando o sol não aparece e se quer manter o bronzeado, a saída para alguns é procurar clínicas que utilizam o bronzeamento através de câmaras UVA. De acordo com Cleide Vieira, esse não é o melhor caminho. Quem utiliza este tipo de bronzeamento corre um risco de desenvolver a longo prazo câncer de pele. Tem uma alta concentração de raios, atinge a camada mais profunda da pele e no futuro pode evoluir para um câncer”, diz. Devido aos problemas que causa, esse tipo de serviço foi proibido no Brasil, sendo liberado apenas para alguns tratamentos dermatológicos, mas com controle de seu uso.

Como o mercado de bronzeamento está sempre apresentando novidade e com restrições de alguns tipos, a exemplo das câmaras, se investiu em produtos de autobronzeamento spray, uma pigmentação que atinge a camada externa da pele. Segundo Cleide Vieira, ao contrário dos demais é menos nocivo, podendo apenas causar alergia em alguns casos. Ela lembra que quem fizer uso e for se expor ao sol deve ser acompanhado de protetor solar.

Nem todos se protegem na praia

Na orla marítima não é difícil encontrar banhistas que esquecem totalmente os riscos a que estão sujeitos a radiação e se expõem ao sol, especialmente no horário que não é indicado pelos dermatologistas. Marília dos Santos, microempresária, faz parte desse grupo. Próximo das 12 horas, ela estava com amigas sem nenhum tipo de proteção, como guarda-sol e chapéu. Colocando bronzeador afirma que tomava algumas precauções, mas não dispensava o bronzeador.

Por outro lado a turista de Rondônia Lourdes Capo, depois de um caso de câncer de pele na família, provocado por excesso de sol, fez com que passasse a cuidar mais da pele ao se expor. Debaixo de um guarda-sol, com chapéu e óculos escuros procurava de toda forma aproveitar a praia, mas sem se expor diretamente ao sol. “Quando jovem usava bronzeador e vivia exposta ao sol, mas depois que minha irmã teve câncer de pele, passei a tomar os cuidados necessários e não largo o protetor solar”, concluiu.

Mônica Lima – Agência Alagoas