Suspensão de atividades na Santa Mônica compromete serviços do HU

UTI Neonatal do Hospital Universitário já está com 13 bebês.
Direção do HU teme superlotação e também falta de insumos.

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A suspensão no atendimento da Maternidade Santa Mônica, que fechou às portas para novos pacientes devido a falta de material de insumos, comprometeu os serviços da UTI Neonatal do Hospital Universitário (HU) de Maceió, que dobrou o número de atendimentos de gestantes.

Segundo a diretora da Maternidade Santa Mônica, Rita Lessa, a principal unidade para gestantes de alto risco não tem como receber novos paciente porque não faltam mais de 50 itens básicos para procedimentos médicos.

“Estamos sem 51 itens indispensáveis para atendimentos médicos. Portanto, não adianta abrir às portas e colocar mais gestantes na unidade se não conseguimos dar atenção adequadas a elas. Por isso fizemos a opção de paralisar para manter a qualidade do atendimento para as gestantes que já estão internadas”, falou Rita.

Desde que o atendimento na Santa Mônica foi suspenso, o Hospital Universitário passou a ser a única opção para as gestantes de alto risco. A situação é preocupante porque como houve um aumento na demanda de pacientes, atualmente a maternidade do hospital está com apenas 4 vagas.

A UTI neonatal que tem capacidade para dez bebês já está com 13. E a direção do HU disse que desde que a Santa Mônica fechou às portas até a tarde desta quinta-feira (01), 36 grávidas já foram atendidas na unidade.

Ou seja, o dobro do número de atendimentos feitos no mesmo período da semana passada, 18. Mas além de receber a demanda da Santa Mônica, o HU também diz que ainda tem recebido muitas grávidas que não são de alto risco e poderiam ter sido atendidas em outras maternidades.

“Diante da situação fazemos um apelo à população para que não procure o HU por livre e espontânea vontade. Mas sim, outras unidades de saude. De lá, as clínicas podem avaliar e decidir se a paciente é ou não de risco”, explica a coordenadora da Unidade materno Infantil do HU, Sandra Torres.

Os médicos e profissionais estão apreensivos com a situação, porque se o problema da Santa Mônica não for resolvido logo, a maternidade do HU vai ficar superlotada durante todo o fim de semana. A direção teme que assim como na Santa Mônica também falte materiais e medicamentos.

“Temos uma situação preocupante porque o HU pode não dar conta. E se todos os leitos forem ocupados teremos problemas até mesmo com o estoque de medicamentos”, expõe a gerente de Atenção à Saúde do HU, Catarina Moura.

g1

02/12/2016

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