Teotonio Vilela repudia delação do cearense Sergio Machado

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Téo Vilela repudia delação do ex-senador Sergio Machado / Foto: Arlindo Tavares.

O ex-senador e ex-governador tucano Teotonio Vilela Filho, em nota distribuida à imprensa, repudia veementemente as declarações o ex-senador peemedebista do Ceará, Sérgio Machado – que passou dez anos na gestão de Lula e Dilma como presidente da Transpetro, -sobre o PSDB e afirma o seu interesse pelo pleno esclarecimento dos fatos, confiante na ética, na transparência e no compromisso público que sempre pautaram a sua vida política.

Machado em mais uma delação premiada, denunciou que o alagoano Teotônio Vilela estaria na lista de proprina da Operação Lava Jato, por ter recebido dinheiro para ajudar na campanha da reeleição do ex-presidente tucano FHC.

O ex-presidente da TranspetroSérgio Machado se comprometeu a devolver aos cofres públicos R$ 75 milhões que teria recebido de propina enquanto comandou a estatal, de 2003 a 2014. Parte menor do valor, de R$ 10 milhões, deverá ser pago até o fim deste mês. Outros R$ 65 milhões até o final do ano que vem. O montante foi acertado no acordo de delação premiada fechado pelo executivo com o Ministério Público. Pelo acordo, ele pegará uma pena máxima de 20 anos quando for condenado, mas cumprirá apenas 3 anos em prisão domiciliar.
Nesse período, deverá permanecer em casa por 2 anos e 3 meses. Depois, poderá sair para prestar serviços comunitários. Em sua residência, em Fortaleza, poderá receber apenas advogados, profissionais de saúde e uma relação restrita de 27 familiares e amigos.

Até fevereiro de 2018, Machado poderá se ausentar da residência somente em algumas datas especiais, como o Natal.

Vai virar leproso na prisão
O “monstro moral” Sérgio Machado, conforme o definiu José Sarney, voltou ao noticiário político nesta quarta-feira ao confessar ao Ministério Público Federal, em colaboração premiada, que chefiou um esquema de propina na Transpetro (subsidiária da Petrobras) que favoreceu políticos do governo e da oposição nos últimos 12 anos.

Ele incluiu desta vez em sua delação até o presidente em exercício, Michel Temer, que lhe teria pedido R$ 1,5 milhão em 2012 para a campanha de Gabriel Chalita (PMDB) à prefeitura de São Paulo. Antes, derrubou Romero Jucá do Ministério do Planejamento e constrangeu fortemente José Sarney e Renan Calheiros ao divulgar um áudio em que a dupla supostamente se articulava para atrapalhar as investigações da Lava Jato.

É possível que tudo o que o delator disse ao Ministério Público seja verdade. Mas seu comportamento foi abjeto e traiçoeiro que vai virar um leproso na prisão.

Bernardino Souto