Trump ameaça pôr fim ao acordo de reaproximação com Cuba

Trump ameaça pôr fim ao acordo de reaproximação com Cuba

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O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (28) acabar com o processo de reaproximação entre a potência norte-americana e Cuba.

Para Donald Trump, Havana deverá fazer concessões em termos de direitos humanos e da abertura de sua economia. “Se Cuba não estiver disposta a alcançar um melhor acordo para o povo cubano, para os cubanos-americanos e os Estados Unidos como um todo, porei fim ao acordo”, escreveu Trump em sua conta no Twitter.

A ameaça acontece dois dias após a morte de Fidel Castro, um dos principais opositores à influência americana na ilha. Trump, que se referiu à Fidel recentemente como um “ditador brutal que oprimiu seu próprio povo por quase seis décadas”, coloca em xeque o futuro da aproximação histórica entre a ilha e o gigante americano.

Durante um comício de sua campanha eleitoral em Miami, em setembro de 2016, o presidente eleito declarou que pretendia reverter ações empreendidas por Barack Obama em relação a Cuba, a menos que o regime cubano comece a reconhecer a “liberdade religiosa e política”, e a “libertar prisioneiros políticos”. Segundo afirmou o chefe de gabinete de Donald Trump, Reince Priebus, “o presidente eleito está ‘absolutamente’ disposto a reverter as relações normalizadas do presidente Obama com Cuba”.

O presidente Barack Obama, no entanto, optou por um tom cordial e de reconciliação, após a morte do líder cubano. Sua mensagem de condolências após a morte de Fidel Castro destacou que “a história registrará e julgará o enorme impacto dessa figura singular no povo e no mundo ao seu redor.” Obama se declarou “solidário” ao “povo cubano”: hoje, oferecemos condolências à família de Fidel Castro, e nossos pensamentos e orações estão com o povo cubano. Nos próximos dias, eles vão recordar o passado e também olhar para o futuro. Como eles, o povo cubano deve saber que eles têm um amigo e parceiro nos Estados Unidos da América”, afirmou.

msn

28/11/2016

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