Vigilância Ambiental inicia fiscalização de poços artesianos

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Com o objetivo de eliminar riscos à saúde da população exposta ao abastecimento de água por meios de poços artesianos, a Vigilância em Saúde Ambiental (VSA) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) deu início, na última sexta-feira (22), a Operação Água é Vida. A ação conta com o apoio do Ministério Público Estadual e está sendo realizada em parceria com a VSA Estadual, IMA, Semarh e Batalhão Ambiental.

Logo em sua primeira investida, a operação flagrou inúmeras irregularidades no Loteamento Chácaras da Lagoa, no bairro de Santa Amélia. O local não possuía alvará sanitário nem o documento de outorga dos poços artesianos. A água foi considerada imprópria para o consumo humano por estar fora dos padrões exigidos pela Portaria MS 2.914/2011 – que atesta a qualidade da água – e em dois poços, os teores de nitrato na água não correspondiam ao que estabelece a referida legislação.

“Lacramos os dois poços e notificamos o representante legal do loteamento para efetuar a regularização dos sistema de abastecimento do local, garantindo a qualidade da água e afastando os riscos e transtornos provocados pelo consumo de um produto contaminado”, afirma o coordenador da VSA do município, Alex Tenório.

Tenório explica que as inspeções incluem a avaliação de toda documentação exigida pela legislação, além de uma análise rigorosa do ponto de vista dos aspectos físicos, químicos e microbiológicos, que visam detectar Ph, teor de cloro e turbidez da água, além da presença de coliformes fecais.

Segundo o coordenador, a Operação Água é Vida se estenderá até o final do ano, somando esforços às ações já realizadas pela VSA do município, que promove regularmente inspeções de carros-pipa e coletas da água consumida pela população, fornecida pelos 40 sistemas da Casal e por mais de 170 poços artesianos instalados em condomínios da capital.

“Nosso trabalho foi ampliado com a criação do primeiro Laboratório de Potabilidade de Água para Consumo Humano no município, que reduziu o tempo de espera pelos resultados das análises das amostras de água de 15 dias para 24h, garantindo um controle maior da água que a população consome e reduzindo os riscos de contaminação por doenças de veiculação hídrica, que são tratadas e aumentam os custos da saúde pública”, reforça Alex.

Ascom SMS